terça-feira, 30 de novembro de 2010

Peixes ajudam na dispersão de sementes

Um estudo realizado no Pantanal revela a importância dos peixes para a conservação da vegetação ciliar. Cientistas descobriram que o pacu e outras espécies são responsáveis pela dispersão das sementes de um quarto das espécies de plantas que ocorrem nas margens de rios e mananciais. O estudo mostra que os ecossistemas aquático e terrestre estão muitos mais interligados do que se imaginava.


O pacu, peixe nativo das bacias dos rios Paraná-Paraguai, é um importante dispersor de sementes da vegetação ciliar, principalmente em épocas de cheias, quando alguns frutos estão fora do alcance de outros animais.

A equipe de Mauro Galetti, da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, analisou o papel do pacu (Piaractus mesopotamicus), peixe nativo da bacia dos Rios Paraná-Paraguai, na dispersão de sementes. O objetivo da pesquisa era analisar as relações ecológicas entre essa espécie e as plantas que ela pode dispersar.
Os resultados foram publicados na revista cientifica Biotropica. Os outros autores do artigo são Henrique Giacomini, também da Unesp, Marco Pizo, da Universidade do Vale do Rio Sinos (Unisinos), e Camila Donatti, da Universidade de Stanford, na Califórnia (EUA).
Após coletar espécimes de peixes de rios do Pantanal, os pesquisadores analisaram o estômago e o intestino dos animais para verificar os principais frutos ingeridos e quais deles poderiam ter suas sementes dispersas. O estudo concluiu que o pacu é um dos principais responsáveis pela dispersão das sementes da palmeira tucum (Bactris glaucescens).
A pesquisa apontou ainda que, no Pantanal, os peixes são responsáveis pela dispersão de pelo menos 25% das espécies de plantas típicas das matas de galeria, ou seja, vegetação das margens de rios e de mananciais. De acordo com Camila Donatti, na época de cheias os peixes podem alcançar frutos de árvores aos quais outros potenciais dispersores não têm acesso.
“Durante essa época do ano, as árvores nas áreas alagadas do Pantanal chegam a ficar alguns metros sob a água”, afirma a ecóloga. “Além disso, o pacu pode dispersar as sementes rio acima, o que não aconteceria se o fruto caísse na água e fosse levado correnteza abaixo.”

Tamanho é documento

Fruto da palmeira tucum (Bactris glaucescens), que serve de alimento para o pacu. O peixe é um dos principais agentes responsáveis pela dispersão da sementes dessa espécie.

A equipe também descobriu que há uma relação entre o tamanho dos peixes e sua capacidade de dispersão. Segundo Donatti, os peixes maiores não precisam quebrar os frutos para ingeri-lo e, dessa forma, mantêm um número maior de sementes intactas em seu estômago.
“A lei brasileira permite a pesca de pacus com mais de 40 centímetros de comprimento, exatamente os principais dispersores das sementes”, lamenta a pesquisadora. “A pesca no Pantanal já está provavelmente afetando a dispersão de sementes de plantas com frutos relativamente grandes, que são dificilmente levadas por outras espécies de animais”.
A relação de mutualismo entre plantas e peixes é uma das mais ameaçadas atualmente. Além da pesca, fatores como a poluição dos rios e a introdução de espécies exóticas de peixes também podem afetar as espécies de plantas negativamente.
Donatti afirma que não basta preservar espécies em isolamento: é preciso considerar também as interações ecológicas entre elas. “Nesse caso, a lei ambiental brasileira se concentra apenas nas populações de peixes, e esquece de outras espécies com que eles interagem”, completa.

Comentário: Incrível como o papel de um peixe (no caso o pacu) pode ser tão fundamental para a expansão de outras espécies, como plantas que utilizam o pacu para dispersar suas sementes!!!
O pacu é um peixe conhecido como porco da água, por comer tudo o que vê pela frente! Ele foi estudado por nós em uma aula prática com o professor de zoologia Wagner! Seguem algumas fotos feitas por nós durante a aula!


Estudando o Pacu! (BiA)


Ele possui dentes enraizados


Bexiga natatória (Prof. Wagner)


Brânquias


Coraçãozinho

Beijos Poly

Tartaruga de Couro é salva por equipe do Tamar e pescadores

Uma tartaruga de couro, a maior das cinco espécies que ocorrem no Brasil, foi encontrada enroscada em uma rede de pesca, na foz do Rio Doce, próxima a base de Comboios do Projeto Tamar, no Espírito Santo. Henrique Filgueiras, executor técnico da base de Comboios, conta como tudo aconteceu.

“Na sexta feira, dia 15, um pescador de fora informou ter observado uma tartaruga gigante presa em uma rede aqui na foz do Rio Doce. Joca, dois pescadores e eu, tentamos fazer o resgate na própria sexta, mas a condição do mar ruim e a falta de luz natural (já era 17h) não permitiram a operação.
No dia seguinte, pensando que o bicho já tinha morrido, saímos cedo (Helinho, Joca, um estagiário e eu) para tentar localizar a tartaruga. Felizmente, depois de algumas rodadas por redes e bóias, localizamos ela ainda viva! Estava muito enrolada nas cordas da rede, mas ainda conseguia respirar. Helinho e o estagiário cairam na água, e com ajuda dos pescadores (donos da rede que chegaram em seguida), conseguiram com sucesso liberar a tartaruga viva. No dia 6/10 essa mesma tartaruga já havia ficado presa em rede, mas foi liberada por pescadores”.
A tartaruga de couro (Dermochelys coriacea), também conhecida como tartaruga gigante, pode chegar a pesar 800kg. A costa do Espírito Santo é o único local de desova desta espécie no Brasil. É a tartaruga que tem o menor número de fêmeas desovando, variando de 12 a 4 por ano.
Este acontecimento alerta para o ainda crescente número de redes, fruto da intensificação da pesca e diminuição do pescado, que exige cada vez mais redes para pescar menos peixes.

Fonte: http://www.tamar.org.br/noticias1.php?cod=197

Um pouco mais sobre a Tartaruga de Couro

Nome Científico: Dermochelys coriacea
Nomes comuns: de couro ou gigante
Status internacional: criticamente em perigo (classificação da IUCN)
Status no Brasil: criticamente em Perigo (lista de espécies ameaçadas do MMA)
Distribuição: todos os oceanos tropicais e temperados do mundo
Habitat: principalmente o alto mar, sendo eventualmente encontrada em baías e estuários
Tamanho: no Brasil já foram registrados indivíduos com até 182cm de comprimento curvilíneo de carapaça. A maior tartaruga de couro encontrada no mundo tinha 2,56m de comprimento de carapaça
Peso: chega a pesar até 700kg. A mais pesada encontrada no mundo tinha 916kg
Casco (carapaça): composto por uma camada de pele fina e resistente e milhares de pequenas placas ósseas, formando sete quilhas ao longo do comprimento, daí o nome popular, de couro. Apenas os filhotes apresentam placa
Dieta: baseia-se principalmente em águas-vivas, salpas, medusas e outros organismos gelatinosos, em geral obtidos entre a coluna d’água e grandes profundidades
Estimativa mundial da população: 34 mil fêmeas em idade reprodutiva
Curiosidades: litoral norte do Espírito Santo




Comentário: É muito triste ver que as tartarugas ficam presas em redes e muitas delas acabam morrendo! Isso coloca em risco inúmeras espécies, e é por isso que é necessário ter as bases de conservação do Tamar para proteger e preservar as tartarugas! E vocês sabem o porque é importante preservá-las?
PORQUE
Elas desempenham um importante papel ecológico nos ambientes onde ocorrem, são fonte de alimento para predadores marinhos e terrestres, inclusive o homem, e importantes consumidores de organismos marinhos, servindo como substrato para outras espécies. Como animais migratórios, as tartarugas se deslocam desde os trópicos até as regiões subpolares, transferindo energia entre ambientes marinhos e terrestres. São consideradas verdadeiros engenheiros do ecossistema, devido a sua influência e ação sobre os recifes de coral, bancos de grama marinha e substratos arenosos do fundo oceânico.

Além de serem LINDAS!!! =)

Então vamos protegê-las!

Beijos BiA!

Saiba como manter sempre por perto, mas longe da gaiola, passarinhos como o coleirinha


Coleirinha, bigodinho e tiziu. Estão aí três passarinhos que praticamente todo mundo conhece e que normalmente são encontrados nas cidades, em terrenos baldios onde as gramíneas cresçam e produzam sementes. O coleira é também chamado de papa-capim. Não é à toa: se o primeiro nome se dá pela distinta coleira cinza que a espécie apresenta sobre o peito branco, o segundo revela seu hábito alimentar. Até o nome científico traduz a preferência do passarinho: Sporophila caerulescens. Sporo significa semente em grego e philo, amante. Já caerulescens vem do latim e significa azulado, embora eu só consiga enxergar nele o cinza com um leve tom esverdeado.
Antes de iniciarem o período de reprodução, os coleirinhas são vistos aos bandos, pousando sobre as sementeiras. Assim que formam um casal, porém, cada macho marca um território ao redor do ninho e não permite a entrada de outro macho, tornando-se agressivo. É nesse período que mais canta, justamente para marcar tal território. O coleirinha tem um canto simples, melodioso e de poucas notas, no máximo dez. Conforme a região que habita apresenta também variações, chamadas de dialetos.


O nome científico do bigodinho também confirma sua condição de amante de sementes. O gênero também é Sporophila e a espécie — S. lineola — quer dizer pequena linha. Mas o nome popular tem origem em duas pequenas manchas brancas nas laterais do bico, lembrando um bigode.
Assim como o coleira, o bigodinho tornou-se muito conhecido devido ao canto, também bastante apreciado. Por isso, essas duas espécies se transformaram em “passarinhos de gaiola”. Foram e ainda são caçados, mesmo sendo essa prática considerada crime. Por outro lado, a reprodução em cativeiro, com autorização do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), tornou-se um meio legal de se obter essas aves para manter em gaiolas.
Já o tiziu (Volatinia jacarina) não é um grande cantor. No entanto, justamente o som de seu canto curto e pobre — ‘ti-síu’ — deu origem ao nome popular. Embora aprecie sementes tanto quanto o coleirinha e o bigodinho, seu nome científico não faz referência ao hábito alimentar. Volatinia é o diminutivo do latim volatus, que significa voante. Ou seja, trata-se de um voador pequeno ou que realiza vôos pequenos. Na verdade, o tiziu é as duas coisas: uma pequena ave que realiza vôos pequenos. E são cheios de graça, dignos de um acrobata.


É comum encontrar um tiziu se exibindo. Conforme emite o canto ‘ti-siu’ dá um pulo vertical e vira, como se realizasse um looping. Nesse salto, abre e fecha as asas várias vezes, revelando uma mancha de plumagem branca brilhante, que não imaginamos ao olhar esse passarinho pousado, quando é totalmente negro. Em um minuto já cheguei a contar 12 dessas manobras, realizadas pela mesma avezinha. E por que esse passarinho faz isso? Acredito que seja para atrair uma parceira, para marcar território ou, mais poeticamente, “por estar de bem com a vida”.
As três espécies em questão apresentam dimorfismo sexual acentuado, ou seja, as fêmeas são muito diferentes dos machos. Elas são pardas e é até difícil distinguir uma da outra, sobretudo as do mesmo gênero, como coleirinha e bigodinho. Os filhotes também são pardos e os machos só se distinguem ao adquirir a plumagem adulta, após a primeira muda de penas.


Os três passarinhos são muito abundantes durante a primavera e o verão. No final de março torna-se mais difícil avistá-los, mas ainda não há estudos que expliquem a contento sua migração. Estudos feitos no Suriname registram um aumento grande da população de bigodinhos nos meses de maio a agosto, entrando em declínio logo depois. Um indicativo que, durante o inverno, ocorre uma migração do Sul para o Norte. Em setembro todos voltam a se mostrar bastante ativos. É tempo de formação de casais para o período de reprodução, em todo Centro-Sul do Brasil.
Se você, assim como eu, gostaria de ter esses passarinhos por perto, sem tê-los em gaiolas, pode pensar em atraí-los para sua casa instalando comedouros com sementes. Uma mistura de 55% de alpiste, 20% de painço amarelo, 10% de senha, 10% de níger e 5% de painço português é uma receita usada por criadores em cativeiro. E se serve para alimentar o passarinho em gaiola deve ser eficiente também para alimentá-los soltos. Esse ano vou fazer a experiência, espero que dê certo. É claro que as chances de sucesso são maiores no período da primavera ao verão. Até lá, você e eu temos tempo para providenciar os comedouros.

Fonte:http://eptv.globo.com/terradagente/NOT,0,0,325045,Os+papa-sementes.aspx

Comentário: Muito legal poder manter espécies tão lindas como essas sem ter que prender em gaiolas! Quando fizemos o curso de campo no PESCAN, participamos de uma prática com aves orientadas pelos professores Diego e Camila, e o mais interessante é que não foi preciso prender os pássaros lindos que vimos em nenhuma gaiola, o que utilizamos foi apenas um binóculo e um gravador, e com esses materiais foi possível observar várias aves soltas pelo parque e gravar seus cantos para a identificação das espécies. Segue algumas fotos da prática:


Equipe indo à procura das aves!!!


Nós, com nossa colega da Biologia Isabella e com os professores que nos orintaram na práica, Diego e Camila.

Beijos BiA

Pesquisadores de Harvard revertem envelhecimento de ratos

No conto "O Curioso Caso de Benjamin Button", de F. Scott Fitzgerald, um homem nasce velho e fica mais jovem a cada dia que passa, um conceito irreal e recentemente trazido para o mundo dos cinemas, com Brad Pitt como o protagonista que desafiava a biologia. Em um laboratório de Boston, pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Harvard usaram a engenharia genética para realizar algo semelhante. Eles transformam ratos velhos e fracos em animais saudáveis após uma série de tratamentos experimentais de regeneração de órgãos.
A pesquisa, divulgada nesta segunda-feira, ajuda a explicar como certos órgãos e tecidos se deterioram com a idade e, segundo pesquisadores, oferece esperança para que o envelhecimento humano seja retardado ou revertido.

A recuperação dos órgãos suscitou esperanças de que pode ser possível conseguir um resultado parecido em humanos – ou ao menos desacelerar o processo de envelhecimento. Se der certo, o tratamento, que visa aumentar o potencial regenerativo dos órgãos, pode evitar problemas de saúde como derrames, doenças do coração e demência.
O procedimento usado nos ratos consistiu em criar animais geneticamente manipulados que não tinham uma enzima chamada telomerase, que desestimula o processo de morte das células.
Sem a enzima, os ratos envelheciam prematuramente, ficavam inférteis, tinham o olfato prejudicado e cérebros menores. Porém, quando os ratos recebiam injeções para reativar a enzima, ela reparava tecidos danificados e revertia os sinais de envelhecimento após um mês.
Nos humanos, o tratamento é mais complicado. Segundo Ronald DePinho, professor de genética de Harvard que conduziu o estudo, só seria seguro se fosse feito periodicamente e somente com os jovens, que ainda não têm minúsculos aglomerados de células do câncer vivendo em seu corpo. Mesmo assim, ainda é um mistério se o tratamento daria certo e muitos outros testes com animais devem ser feitos antes de qualquer experiência com humanos.

Comentário: Achamos a reportagem muito interessante, e se algum dia der certo em humanos, esperamos que seja para ajudar na saúde e não esteticamente né pois envelhecer faz parte da vida!

Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI191083-17770,00-PESQUISADORES+DE+HARVARD+REVERTEM+ENVELHECIMENTO+DE+RATOS.html

Beijos Poly

domingo, 28 de novembro de 2010

Cordel sobre a lenda da tartaruga

Cartilha sobre educação ambiental que enfoca a preservação dos quelônios


Já está disponível, em pdf (http://www.ibama.gov.br/wp-content/files/A_lenda_da_tartaruga.pdf), uma cartilha sobre educação ambiental intitulada A Lenda da Tartaruga. Escrita por Antônio Alencar Sampaio, com ilustrações de Fátima Feijó, ela foi lançada pelo Centro Nacional de Informação Ambiental (CNIA) e enfoca o trabalho realizado pelo Projeto Quelônios da Amazônia (PQA) há mais de trinta anos.
Em forma de literatura de cordel, o texto leva o leitor, através de uma lenda, a conhecer a trajetória das tartarugas que atravessam as águas doces e salgadas, as quais, adaptando-se a tamanhos e formas para bem sobreviverem, mantêm o seu dom original de andar tranquilo, tentando cumprir a sua missão na Terra. Dirigida ao público infanto-juvenil e a educadores em geral, a publicação busca sensibilizar o leitor acerca do universo desses animais.
Segundo Maria de Lourdes Cantarelli, coordenadora do Projeto de Educação Ambiental Permanente PMIQ/Juruli-PA, “o livro reproduz, com simplicidade poética e ecológica, como as tartarugas se reproduzem, a sua fragilidade diante de seus predadores, de quais ecossistemas ela faz parte e explica o quase desaparecimento das espécies em função da perseguição humana, fazendo um apelo ao leitor para que, segundo a lenda das treze placas contidas no plastrão das tartarugas, as mesmas não desapareçam levando com elas toda a história do universo que nelas está gravada e não se dê um vácuo no próprio universo pela sua partida”.
Para Antônio Alencar Sampaio, o trabalho faz parte de uma linha pedagógica de informação e sensibilização que visa, através de cordéis, a proporcionar uma forma lúdica de abordar a questão ambiental – no caso, a tartaruga da Amazônia. “A tartaruga tem valores simbólicos para diferentes civilizações, em todo o mundo. Nessa oportunidade, abordamos sua representação no consciente coletivo do povo indígena e na tradição dos povos pré-colombianos”, afirmou o autor.

Comentário:Sensacional a idéia de transformar a tragetória da tartaruga (que é muito importante para vários ecossistemas) em uma história didática para crianças e até mesmo jovens ou adultos!

Beijos Poly

Beijos Poly

sábado, 27 de novembro de 2010

Grilo é espécie com maiores testículos do mundo

Cientistas da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, identificaram uma espécie de grilo como sendo o animal com os maiores testículos em relação à massa corporal.
Segundo os pesquisadores, que fizeram o estudo em conjuto com cientistas da Universidade de Derby, também na Inglaterra, os testículos dos grilos da espécie Platycleis affinis correspondem a 14% da massa corporal do animal.
O animal com o segundo maior testículo em relação à massa corporal é a Drosophila bifurca, uma mosca de fruta cujos testículos equivalem a 10,6% de sua massa.


Pesquisador Karim Vahed exibe grilo e tamanho dos testículos em relação ao corpo do inseto

Karim Vahed, biólogo líder da pesquisa, afirma que ficou surpreso com os resultados do levantamento. "Não pude acreditar no tamanho desses órgãos", disse ele, em referência aos testículos do grilo. "Eles pareciam preencher todo o abdômen", completou.
A equipe de Vahed analisou mais de 21 espécies de grilos e concluiu que os testículos eram proporcionalmente maiores nas espécies em que as fêmeas acasalavam com mais de um macho. A fêmea da espécie Platycleis affinis, por exemplo, acasala com 23 machos diferentes ao longo da sua vida adulta, que dura apenas dois meses.
Tradicionalmente, é seguro afirmar que quando as fêmeas são promíscuas, os machos têm testículos maiores para oferecer um grande número de espermatozóides para competir com outros machos. Segundo Vahed, no entanto, o grilo da espécie Platycleis affinis contraria essa regra e produz menos espermatozóides por ejaculação.
"Nosso estudo mostra que temos que repensar essa suposição. Parece que os testículos podem ser grandes simplesmente para permitir que os machos possam acasalar várias vezes sem que suas reservas de esperma se esgotem", explicou o comunicado emitido pelos cientistas.

Fonte:http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI186694-17770,00-GRILO+E+ESPECIE+COM+MAIORES+TESTICULOS+DO+MUNDO.html

Comentário: Muito engraçado essa reportagem né! Olha o tamanho do testículo do grilo! Ele sim deve fica de "saco cheio" todo dia! hehehehehehehehehe

Beijos BiA

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Novos lagartos identificados no Pará

Pesquisa elevou ao status de espécie animais antes tidos como subespécies



Um estudo, no Pará, levou à descoberta de 5 novas espécies de lagartos do grupo Anolis chrysolepis. A partir de uma análise feita pela pesquisadora Annelise D'Angiolella, realizada em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi e a Universidade Federal do Pará, esses animais, antes considerados como subespécies, foram elevados à categoria de espécie.
Annelise D'Angiolella avaliou dados moleculares e morfológicos dos animais para chegar à conclusão. Estudou desde a quantidade de escamas dos lagartos, até cor do papo e o tamanho do corpo para determinar as novas espécies.
No total, foram analisados 359 exemplares de animais, entre répteis e anfíbios, para identificar diferenças e semelhanças na classificação taxonômica. De acordo com a pesquisadora, a Amazônia é o "berço" desse tipo de lagarto, cujo grupo é reconhecido por ter cabeça curta e papo pequeno ou médio.
Dependendo da espécie, os animais se distribuem na Guiana, Guiana Francesa, Suriname, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela, além do Amazonas, do Mato Grosso, do Acre, do Amapá e do Pará, no Brasil. Fora do bioma amazônico, também podem ocorrer em Estados do Nordeste e do Centro-Oeste.
Fonte:http://eptv.globo.com/terradagente/novos+lagartos+identificados+no+Para.aspx

Comentário: A nossa amazônia sempre pode nos surpreender, a biodiversidade existente lá deve ser protegida sempre por todos! Espero um dia poder realizar algum estudo nessa área!

Beijos BiA